Contrato pedagógico
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFRSZmVCXzQySUNPOE1DU2E3d1NPUnc6MQ#gid=0
"A Filosofia, como usamos a palavra, é uma luta contra o fascíno que formas de expressão exercem sobre nós" L. Wittgenstein
Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista, o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas essas duas expressões também podem assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas. Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
Do site: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista
Sobre socialismo e Comunismo!
Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista, o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas essas duas expressões também podem assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas. Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
Sobre o Mito da Ciência!!!
Ciência, erro e fundamentalismo
Umberto Eco
Li recentemente no jornal que o célebre cientista Stephen Hawking fez uma afirmação sensacional, no mínimo. Defendeu que cometeu um erro na sua teoria dos buracos negros (publicada nos anos 70) e propôs as correcções necessárias, frente a uma audiência de colegas cientistas.
Para quem está envolvido nas ciências nada há de excepcional nisto, à parte o estatuto excepcional de Hawkings, mas eu penso que devemos sublinhar a importância do episódio perante os mais novos de todas as escolas não fundamentalista e não confessionais, de modo a que possam reflectir sobre os princípios da ciência moderna.
Os órgãos de comunicação social criticam muitas vezes a ciência, acusando-a de ser responsável pelo orgulho demoníaco que está a conduzir a humanidade à possível destruição. Mas ao fazê-lo confundem ciência com tecnologia.
Não é a ciência que é responsável pelas armas nucleares, o buraco na camada de ozono, o aquecimento global, etc.; a ciência é aquele ramo do conhecimento que tem ainda a capacidade para nos avisar dos riscos que corremos quando, mesmo na aplicação dos seus princípios, confiamos em tecnologias irresponsáveis.
O problema é que em muitas das críticas da ideologia do progresso (ou do chamado espírito do Iluminismo), o espírito da ciência é muitas vezes identificado com o de certas filosofias idealistas do séc. XIX, de acordo com as quais a história dirige-se sempre para o melhor, ou para a realização triunfante de si mesma, do espírito ou de qualquer outra força vital que está sempre em marcha em direcção a um fim óptimo.
No fundo, contudo, muitas pessoas (pelo menos da minha geração) ficavam sempre na dúvida, ao ler filosofia idealista, pois parecia que todos os pensadores que vieram depois tinham compreendido melhor (ou "verificado") o pouco que tinha sido descoberto pelos que vieram antes (o que é mais ou menos o mesmo do que dizer que Aristóteles era mais inteligente do que Platão). E é esta concepção de história que o poeta italiano Leopardi colocou em causa quando ironizou sobre os "destinos magníficos e progressivos".
Mas hoje em dia, para substituir uma série de ideologias em crise, algumas pessoas fazem a corte cada vez mais com uma escola de pensamento de acordo com a qual o curso da história não nos aproxima cada vez mais da verdade.
De acordo com estas pessoas, tudo o que há para compreender já foi compreendido há muito por civilizações antigas há muito desaparecidas, e só o regresso humilde a esse tesouro tradicional e imutável permite reconciliar-nos connosco e com o nosso destino.
Nas versões mais abertamente ocultistas desta escola de pensamento, a verdade era cultivada por civilizações com as quais perdemos contacto: Atlantis, engolida pelo oceano, os Hiperbóreos, arianos 100% puros que viviam num cimo gelado de uma montanha eternamente temperada, os sábios da antiga Índia e outras divertidas patranhas que, sendo indemonstráveis, permitem que filósofos de terceira categoria e autores comerciais continuem a mastigar versões requentadas do mesmo velho lixo hermético para diversão dos veraneantes.
A ciência moderna não defende que o novo é sempre verdade. Pelo contrário, baseia-se na ideia de falibilismo (enunciada pelo filósofo americano Charles Peirce, trabalhada por Popper e outros autores, e posta em prática pelos próprios cientistas) de acordo com a qual a ciência progride corrigindo-se continuamente a si mesma, falsificando as suas hipóteses por meio da tentativa e erro, admitindo os seus próprios erros — e considerando que uma experiência que não funciona não é um falhanço mas antes algo tão valioso como uma experiência que funciona, pois demonstra que uma dada linha de investigação estava errada e é necessário mudar de direcção ou até começar tudo de novo.
E isto foi o que foi proposto há séculos em Itália, por um instituto de estudos conhecido por Accademia del Cimento, cujo mote era "provando e riprovando". Isto traduzir-se-ia normalmente para português como "tentar uma vez e outra", mas há neste caso uma distinção subtil. Ao passo que em italiano "riprovare" significa normalmente tentar outra vez, neste caso significa "reprovar" ou "rejeitar" o que não pode ser mantido à luz da experiência e da razão.
Este modo de pensar opõe-se, como afirmei, a todas as formas de fundamentalismo, a todas as interpretações literais das escrituras sagradas — que também estão abertas a reinterpretação contínua — e a todas as certezas dogmáticas nas nossas próprias ideias. Esta é a boa "filosofia", no sentido quotidiano e socrático do termo, que tem de ser ensinada nas escolas.
Umberto Eco
Tradução de Desidério Murcho
Publicado originalmente no jornal Guardian, com o título "Testing, Testing..." (4 de Setembro de 2004)
Termos de utilização
Não reproduza sem citar a fonte
Copyright © 1997–2010 criticanarede.com • ISSN 1749-8457
Não reproduza sem citar a fonte • Termos de utilização: http://criticanarede.com/termos.html
Umberto Eco
Li recentemente no jornal que o célebre cientista Stephen Hawking fez uma afirmação sensacional, no mínimo. Defendeu que cometeu um erro na sua teoria dos buracos negros (publicada nos anos 70) e propôs as correcções necessárias, frente a uma audiência de colegas cientistas.
Para quem está envolvido nas ciências nada há de excepcional nisto, à parte o estatuto excepcional de Hawkings, mas eu penso que devemos sublinhar a importância do episódio perante os mais novos de todas as escolas não fundamentalista e não confessionais, de modo a que possam reflectir sobre os princípios da ciência moderna.
Os órgãos de comunicação social criticam muitas vezes a ciência, acusando-a de ser responsável pelo orgulho demoníaco que está a conduzir a humanidade à possível destruição. Mas ao fazê-lo confundem ciência com tecnologia.
Não é a ciência que é responsável pelas armas nucleares, o buraco na camada de ozono, o aquecimento global, etc.; a ciência é aquele ramo do conhecimento que tem ainda a capacidade para nos avisar dos riscos que corremos quando, mesmo na aplicação dos seus princípios, confiamos em tecnologias irresponsáveis.
O problema é que em muitas das críticas da ideologia do progresso (ou do chamado espírito do Iluminismo), o espírito da ciência é muitas vezes identificado com o de certas filosofias idealistas do séc. XIX, de acordo com as quais a história dirige-se sempre para o melhor, ou para a realização triunfante de si mesma, do espírito ou de qualquer outra força vital que está sempre em marcha em direcção a um fim óptimo.
No fundo, contudo, muitas pessoas (pelo menos da minha geração) ficavam sempre na dúvida, ao ler filosofia idealista, pois parecia que todos os pensadores que vieram depois tinham compreendido melhor (ou "verificado") o pouco que tinha sido descoberto pelos que vieram antes (o que é mais ou menos o mesmo do que dizer que Aristóteles era mais inteligente do que Platão). E é esta concepção de história que o poeta italiano Leopardi colocou em causa quando ironizou sobre os "destinos magníficos e progressivos".
Mas hoje em dia, para substituir uma série de ideologias em crise, algumas pessoas fazem a corte cada vez mais com uma escola de pensamento de acordo com a qual o curso da história não nos aproxima cada vez mais da verdade.
De acordo com estas pessoas, tudo o que há para compreender já foi compreendido há muito por civilizações antigas há muito desaparecidas, e só o regresso humilde a esse tesouro tradicional e imutável permite reconciliar-nos connosco e com o nosso destino.
Nas versões mais abertamente ocultistas desta escola de pensamento, a verdade era cultivada por civilizações com as quais perdemos contacto: Atlantis, engolida pelo oceano, os Hiperbóreos, arianos 100% puros que viviam num cimo gelado de uma montanha eternamente temperada, os sábios da antiga Índia e outras divertidas patranhas que, sendo indemonstráveis, permitem que filósofos de terceira categoria e autores comerciais continuem a mastigar versões requentadas do mesmo velho lixo hermético para diversão dos veraneantes.
A ciência moderna não defende que o novo é sempre verdade. Pelo contrário, baseia-se na ideia de falibilismo (enunciada pelo filósofo americano Charles Peirce, trabalhada por Popper e outros autores, e posta em prática pelos próprios cientistas) de acordo com a qual a ciência progride corrigindo-se continuamente a si mesma, falsificando as suas hipóteses por meio da tentativa e erro, admitindo os seus próprios erros — e considerando que uma experiência que não funciona não é um falhanço mas antes algo tão valioso como uma experiência que funciona, pois demonstra que uma dada linha de investigação estava errada e é necessário mudar de direcção ou até começar tudo de novo.
E isto foi o que foi proposto há séculos em Itália, por um instituto de estudos conhecido por Accademia del Cimento, cujo mote era "provando e riprovando". Isto traduzir-se-ia normalmente para português como "tentar uma vez e outra", mas há neste caso uma distinção subtil. Ao passo que em italiano "riprovare" significa normalmente tentar outra vez, neste caso significa "reprovar" ou "rejeitar" o que não pode ser mantido à luz da experiência e da razão.
Este modo de pensar opõe-se, como afirmei, a todas as formas de fundamentalismo, a todas as interpretações literais das escrituras sagradas — que também estão abertas a reinterpretação contínua — e a todas as certezas dogmáticas nas nossas próprias ideias. Esta é a boa "filosofia", no sentido quotidiano e socrático do termo, que tem de ser ensinada nas escolas.
Umberto Eco
Tradução de Desidério Murcho
Publicado originalmente no jornal Guardian, com o título "Testing, Testing..." (4 de Setembro de 2004)
Termos de utilização
Não reproduza sem citar a fonte
Copyright © 1997–2010 criticanarede.com • ISSN 1749-8457
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Questões sobre racionalismo e empirismo (vestibular) 3º ANO
Questão 1
“Mas, logo em seguida, adverti que, enquanto eu queria assim pensar que tudo
era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E,
notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas
as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar, julguei
que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que
procurava.” DESCARTES. R. Discurso do método. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 46.
Considerando a citação acima, é correto afirmar que
A) na tentativa de pôr tudo em dúvida, Descartes não consegue duvidar da existência do cogito (eu penso).
B) pautando-se pelo exemplo dos céticos, Descartes não pretende encontrar nenhum conhecimento, pois quer apenas
pensar que tudo é falso.
C) o pensamento de Descartes se restringe à constatação de que toda informação sensível e corpórea é falsa.
D) na busca do primeiro princípio da Filosofia, Descartes põe o próprio cogito (eu penso) em dúvida.
Questão 2
John Locke, filósofo empirista, opera com o postulado radical de que todos os materiais da mente humana são advindos da experiência. Das quatro alternativas abaixo, três formulam fundamentos básicos da filosofia de J.L. e são decorrentes deste postulado. Uma contém um evidente equívoco. Assinale, portanto, a alternativa INCORRETA, que está em contradição com o postulado acima enunciado.
A) O tato, o olfato, o paladar e a audição não produzem idéias, pois não podem
produzir cópias de nada que esteja contido numa experiência.
B) Os órgãos dos sentidos, desde que aptos para suas funções, sempre produzem
idéias referentes a certos aspectos da experiência.
C) Todas as percepções da mente humana são impressões ou idéias, e estas
percepções são, forçosamente, produtos da experiência.
D) Toda idéia nasce de uma impressão, e toda impressão procede uma idéia.
Questão 3
Leia atentamente o texto abaixo.
A partir dessa intuição primeira (a existência do ser que pensa), que é indubitável,
Descartes distingue os diversos tipos de idéias, percebendo que algumas são duvidosas e
confusas e outras são claras e distintas.
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando.
Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. p. 104.
A primeira idéia clara e distinta encontrada por Descartes no trajeto das meditações é
A) a idéia do cogito (coisa pensante), pois na medida em que duvida, aquele que medita percebe que existe.
B) a idéia de coisa extensa, porque tudo aquilo que possui extensão é imediatamente claro e distinto.
C) a idéia de Deus, porque Deus é a primeira realidade a interromper o procedimento da dúvida, no qual se lança
aquele que se propõe meditar.
D) a idéia do gênio maligno, porque somente através dele Descartes consegue suprimir o processo da dúvida radical.
Questão final
Leia com atenção o texto, e responda as questões a seguir.
“[...] vemos que qualquer impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma
idéia que a ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção
constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas são as
causas das outras; e essa anterioridade das impressões é uma prova equivalente de que nossas
impressões são as causas de nossas idéias, e não nossas idéias as causas de nossas
impressões”.
HUME. Tratado da natureza humana. São Paulo:
Ed. Unesp, Imp. Oficial do Estado, 2001, p. 29.
A) Quais os dois principais termos ou conceitos que Hume relaciona nessa passagem?
B) Essa relação caracteriza a posição de Hume no tocante à teoria do conhecimento. Esta posição ficou conhecida
como empirismo, realismo ou idealismo?
C) A partir do texto acima e da sua resposta na questão B, explique a posição que Hume assume em relação à teoria
do conhecimento.
“Mas, logo em seguida, adverti que, enquanto eu queria assim pensar que tudo
era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E,
notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas
as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar, julguei
que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que
procurava.” DESCARTES. R. Discurso do método. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 46.
Considerando a citação acima, é correto afirmar que
A) na tentativa de pôr tudo em dúvida, Descartes não consegue duvidar da existência do cogito (eu penso).
B) pautando-se pelo exemplo dos céticos, Descartes não pretende encontrar nenhum conhecimento, pois quer apenas
pensar que tudo é falso.
C) o pensamento de Descartes se restringe à constatação de que toda informação sensível e corpórea é falsa.
D) na busca do primeiro princípio da Filosofia, Descartes põe o próprio cogito (eu penso) em dúvida.
Questão 2
John Locke, filósofo empirista, opera com o postulado radical de que todos os materiais da mente humana são advindos da experiência. Das quatro alternativas abaixo, três formulam fundamentos básicos da filosofia de J.L. e são decorrentes deste postulado. Uma contém um evidente equívoco. Assinale, portanto, a alternativa INCORRETA, que está em contradição com o postulado acima enunciado.
A) O tato, o olfato, o paladar e a audição não produzem idéias, pois não podem
produzir cópias de nada que esteja contido numa experiência.
B) Os órgãos dos sentidos, desde que aptos para suas funções, sempre produzem
idéias referentes a certos aspectos da experiência.
C) Todas as percepções da mente humana são impressões ou idéias, e estas
percepções são, forçosamente, produtos da experiência.
D) Toda idéia nasce de uma impressão, e toda impressão procede uma idéia.
Questão 3
Leia atentamente o texto abaixo.
A partir dessa intuição primeira (a existência do ser que pensa), que é indubitável,
Descartes distingue os diversos tipos de idéias, percebendo que algumas são duvidosas e
confusas e outras são claras e distintas.
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando.
Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. p. 104.
A primeira idéia clara e distinta encontrada por Descartes no trajeto das meditações é
A) a idéia do cogito (coisa pensante), pois na medida em que duvida, aquele que medita percebe que existe.
B) a idéia de coisa extensa, porque tudo aquilo que possui extensão é imediatamente claro e distinto.
C) a idéia de Deus, porque Deus é a primeira realidade a interromper o procedimento da dúvida, no qual se lança
aquele que se propõe meditar.
D) a idéia do gênio maligno, porque somente através dele Descartes consegue suprimir o processo da dúvida radical.
Questão final
Leia com atenção o texto, e responda as questões a seguir.
“[...] vemos que qualquer impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma
idéia que a ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção
constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas são as
causas das outras; e essa anterioridade das impressões é uma prova equivalente de que nossas
impressões são as causas de nossas idéias, e não nossas idéias as causas de nossas
impressões”.
HUME. Tratado da natureza humana. São Paulo:
Ed. Unesp, Imp. Oficial do Estado, 2001, p. 29.
A) Quais os dois principais termos ou conceitos que Hume relaciona nessa passagem?
B) Essa relação caracteriza a posição de Hume no tocante à teoria do conhecimento. Esta posição ficou conhecida
como empirismo, realismo ou idealismo?
C) A partir do texto acima e da sua resposta na questão B, explique a posição que Hume assume em relação à teoria
do conhecimento.
Filosofia Primeiro ano - Thomas Hobbes
Sociedade política (Estado)
A única alternativa que a razão mostra existir ao estado de guerra
Segunda Lei da Natureza: para que haja paz e segurança, os homens devem concordar conjuntamente em renunciar ao direito de natureza (uso individual e privado da força). Todos renunciam absoluta e simultaneamente. Ao renunciar, os homens transferem esse direito para outra pessoa, externa ao pacto. Como todos os homens pactuam, esta pessoa não é um ser humano. Trata-se de um ser artificial, que se origina do pacto e que recebe os direitos e poderes naturais de todos os indivíduos: é o soberano = Estado.
O pacto cria o soberano: todos os membros se tornam seus súditos, logo, todos devem obedecer ao soberano. A ordem política resulta do cálculo racional dos homens. Obrigação política (obediência) resulta da Terceira Lei da Natureza, isto é, os homens devem cumprir os pactos que fazem. É lei exigida pela razão e garantida pelo soberano. Inclui a noção de consentimento (razão) e a noção de coerção (poder do soberano).
Soberania: poder do soberano é ilimitado. Por não participar do pacto, o soberano não tem nenhuma obrigação ou compromisso para com ele. Além disso, o soberano concentra em si toda a força à qual renunciaram todos os homens. Mas o soberano, como pessoa artificial, não deverá manifestar as mesmas falhas dos homens naturais. Por isso, o soberano deverá acatar às leis da natureza, sendo este, o seu limite. Função do soberano: é fazer valerem as leis da natureza, garantir a paz e a segurança dos súditos. A obrigação dos súditos, em relação ao soberano, é cumprir a sua obrigação.
Leviatã é um monstro mortal (mitologia), morre se não realizar a sua missão, ou seja, segurança dos súditos e as liberdades privadas que justificam a sua criação e que serão expressas na lei civil. A liberdade dos súditos é resguardada em tudo o que não se refere ao pacto e em tudo aquilo que a lei não se pronuncia. O pacto institui o soberano, é isto que garante condição de paz e segurança para o exercício da liberdade na esfera privada.
Igualdade: natureza faz homens iguais nas faculdades do corpo e da mente. Igualdade factual e natural. Igualdade política. Igualdade de forma perante a lei.
Estado de Natureza: todos têm direito a tudo; não há como definir pretensões justas ou injustas. Não há qualquer critério da natureza para estabelecer a propriedade, sendo assim, não há lei sem autoridade que estabelece o que é que pertence a cada um; então não pode existir justiça. Justiça: significa dar a cada um o que lhe pertence. Baseada na idéia de propriedade. Se a propriedade não existe no estado de natureza, tampouco pode-se esperar que exista justiça. Justiça e propriedade: só podem existir na sociedade política. É o soberano que atribui a cada homem uma parcela conforme o que ele próprio considera compatível com a equidade e o bem comum.
Propriedade: é um conjunto de direitos artificiais sobre algo, impedindo o seu desfrute não autorizado por parte de outros—mas sem impedir que o soberano o faça.
Fonte: http://www.consciencia.org/hobbesjune.shtml - por June Müller
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Correção das questões - Primeiro Ano
Questões – Diversas formas de Conhecimento
Correção
1-) O que se modifica no ponto de vista do artista para o ponto de vista do expectador com relação a arte?
O ponto principal é a performance. Para o expectador, somente quem realiza a atuação é considerado artista. Mas do ponto de vista do artista, todo aquele que está ligado a realização da performance é um artista. Desse modo, para o expectador o diretor de uma peça de teatro não é um artista, pois não aparece na sua realização. Porém, para quem participa da atuação o diretor é um dos artistas principais.
2-) Por que a arte é importante para a religião?
Sendo a religião uma forma de ligação com aquilo que vai além da física ou, se assim podemos dizer, algo que está prioritariamente ligado ao subjetivo, a arte serve para tornar concreto aquilo que está presente na fé das pessoas. Assim, a arte se torna importante para a religião pois ajuda ela a se “materializar”, ou ainda, a ganhar forma.
3-) Considerando uma obra de arte, o que é aura?
A aura de uma obra de arte é a sua personalidade que somente pode ser dada pelo artista que a criou. Embora, cada um pode refazer a leitura da aura de uma obra possa ser feita de forma subjetiva, existe uma aura incutida na obra que traduz a ela significado ou sentido.
4-) A religião e a ciência são formas diferentes de conhecer o mundo. O que torna a primeira imprescindível ao ser humano em relação a outra?
Embora de forma diferente, tonto a religião quanto a ciência são formas de descobrir o mundo em que vivemos. A ciência possui uma forma muito mais racional de explicar as coisas, porém, existem coisas que a ciência, por tempo determinado ou para sempre, na conseguirá responder de maneira exata. Assim, a religião surge para dar ao ser humano resposta para aquilo que ele não consegue solucionar com a ciência. Desse modo, a religião, como uma expressão da subjetividade do ser humana em suas crenças, ajuda o indivíduo a solucionar problemas que estão além do modo científico de resolver.
5-) Defina o que é sagrado?
A atividade religiosa pode ser associada a uma forma que o ser humano utiliza para conhecer as coisas a sua volta ou como uma forma de encontrar explicações para aquilo que a sua razão não consegue conceber. Assim, atribuir a insígnia de sagrado a alguma coisa é a forma de expressar que esta coisa ajuda a explicar algo que vai além da compreensão racional. Que tem validade e valor, pois é digno de fé.
6-) Das características da atitude científica podemos elencar a tentativa de padronização. O que vem a ser essa tentativa?
A tentativa de padronizar é compatível com a idéia de tornar o conhecimento o mais exato possível. Esta característica pertence a ciência na medida que ela busca dar credibilidade universal aos conhecimentos que credencia. Sendo assim, aquilo que um conhecimento científico vale para um indivíduo deve valer também para os outros que por ventura vierem a analisá-lo. Daí a necessidade de padronizar os procedimentos e conhecimentos.
7-) Das mudanças na história da ciência uma foi a passagem do racionalismo para o empirismo, explique essa passagem?
A passagem acima descrita é caracterizada com a mudança na forma do ser humano de analisar ou conhecer as coisas, a saber, que o ser humano racionalista crê que somente da razão vem o conhecimento seguro, sendo assim, o empirista, ao contrário, dá credibilidade a experiência como forma de conhecimento. Desse modo, o racionalismo é o conhecimento pela razão e o empirismo pela experiência.
8-) É fato que as ciências humanas chegaram quando as ciências da natureza já estavam desenvolvidas, deste modo, porque podemos dizer que as análises das ciências humanas podem ser problemáticas?
O fato de as ciências humanas virem depois das ciências da natureza traz o problema de que a análise padronizadora feita pela segunda não pode ser exatamente reproduzida na primeira. O objeto da ciência humana é,como o nome diz, o ser humano; sendo assim, é passível de diferenças e subjetividade não podendo ser padronizado como qualquer outro objeto da natureza como faz a ciência da natureza. Desse modo, todo resultado produzido pela análise da ciência humana é passível de questionamento e de uma certa subjetividade.
Desafio de Aprendizagem sobre Socialismo e Comunismo
As atividades devem ser postadas até o dia 19/08/2011. Depois desta data não aceitarei mais comentários!
Respondas as Questões no seu comentário:
a) Existe de fato a possibilidade de uma sociedade viver sem a presença do Estado e totalmetne regulada por uma categoria social?
b) Na sua opinião, uma sociedade que busca evidenciar o social, para dignificar a vida de todos pode de fato levar esta sociedade a uma ditadura, tal como a reportagem acima conclui?
c) Escreva um pequeno texto dissertativo, analisando o vídeo apresentado em sala (http://www.youtube.com/watch?v=K_Bs9WNdwiM e http://www.youtube.com/watch?v=BmgFnizr93U&feature=related ), a fala do professor e a reportagem acima.
Respondas as Questões no seu comentário:
a) Existe de fato a possibilidade de uma sociedade viver sem a presença do Estado e totalmetne regulada por uma categoria social?
b) Na sua opinião, uma sociedade que busca evidenciar o social, para dignificar a vida de todos pode de fato levar esta sociedade a uma ditadura, tal como a reportagem acima conclui?
c) Escreva um pequeno texto dissertativo, analisando o vídeo apresentado em sala (http://www.youtube.com/watch?v=K_Bs9WNdwiM e http://www.youtube.com/watch?v=BmgFnizr93U&feature=related ), a fala do professor e a reportagem acima.
Desafio de Aprendizagem sobre Linguagem
Data máxima de postagem 19/08/2011 - Somente individual
Depois de assistir aos slides e ler o texto responda as seguintes questões:
A) Escreva uma análise sobre a idéia de Aristóteles estabelecer a linguagem (diálogo) como fator para descrever o ser Humano!
B)Estabeleça a diferença entre a linguagem arbitrária que o Ser Humano tem e a comunicação dos demais animais!
C) Disserte de maneira resumidamente sobre a ideia presente neste pensamento: "Pelas palavras, podemos transmitir o conhecimento acumulado por uma pessoa ou sociedade. Podemos passar adiante esta construção da razão que se chama cultura"!
Reposição - Cotil dia 10/10
Desafio de Aprendizagem 1
A Política de Aristóteles
Objetivo: Desenvolver um texto dissertativo, baseado nas teorias de Aristóteles e Thomas Hobbes sobre política, demonstrando a ideia de que o ser humano necessita ou não da existência do Estado.
Material: Consultar no menu publicações do blog os materiais do primeiro ano. Lá encontrará texto sobre Aristóteles e Thomas Hobbes.
Clique no menu Publicações, escolha primeiro ano. Os textos se chamam: Filsofia primeiro ano - Aristóteles e Filosofia Primeiro ano - Thomas Hobbes.
Também ler os slides postados da aula sobre Aristóteles e Hobbes, na página inicial do blog (é só clicar que ele abrirá em tela cheia, leia os slides, faça anotações e depois feche).
Na barra de menu, clique em Vídeos, o blog levará você a página de vídeos. Estando lá, na barra de menu, clique novamente em vídeos, e acesse o vídeo produzido sobre a música Lobo da cantora Pitty, chama-se Thomas Hobbes Pitty.
Condições: O trabalho deverá ser entregue obedecendo os seguintes critérios:
a) Folha pautada, sem rebarba (picote, no caso de folha do caderno)
b) Cabeçalho como nome, RA, Série e data
c) Título: Produção de Texto Dissertativo - A necessidade do Estado - Aristóteles e Thomas Hobbes
d) Texto no máximo de 25 linhas
e) Texto escrito a mão, pelo aluno(a) que for entregar
f) Individual
Data máxima de entrega: 24/10
Bom Trabalho!!!!
A Política de Aristóteles
Objetivo: Desenvolver um texto dissertativo, baseado nas teorias de Aristóteles e Thomas Hobbes sobre política, demonstrando a ideia de que o ser humano necessita ou não da existência do Estado.
Material: Consultar no menu publicações do blog os materiais do primeiro ano. Lá encontrará texto sobre Aristóteles e Thomas Hobbes.
Clique no menu Publicações, escolha primeiro ano. Os textos se chamam: Filsofia primeiro ano - Aristóteles e Filosofia Primeiro ano - Thomas Hobbes.
Também ler os slides postados da aula sobre Aristóteles e Hobbes, na página inicial do blog (é só clicar que ele abrirá em tela cheia, leia os slides, faça anotações e depois feche).
Na barra de menu, clique em Vídeos, o blog levará você a página de vídeos. Estando lá, na barra de menu, clique novamente em vídeos, e acesse o vídeo produzido sobre a música Lobo da cantora Pitty, chama-se Thomas Hobbes Pitty.
Condições: O trabalho deverá ser entregue obedecendo os seguintes critérios:
a) Folha pautada, sem rebarba (picote, no caso de folha do caderno)
b) Cabeçalho como nome, RA, Série e data
c) Título: Produção de Texto Dissertativo - A necessidade do Estado - Aristóteles e Thomas Hobbes
d) Texto no máximo de 25 linhas
e) Texto escrito a mão, pelo aluno(a) que for entregar
f) Individual
Data máxima de entrega: 24/10
Bom Trabalho!!!!
Reposição - Cotil dia 11/10
A política sem o Estado
Imanuel Kant
Objetivo: Elaborar uma carta para as pessoas que vivem na "Vila" sobre os erros políticos que elas cometeram quando começaram a vila.
Material: O aluno deverá assistir ao filme "A Vila";
Título original: (The Village)
Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: M. Night Shyamalan
Atores: Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt.
Duração: 120 min
Gênero: Suspense
Também devem consultar o material sobre Kant postado no menu publicações, terceiro ano (Ética e moral - Imanuel Kant). Assim como os slides postados com o material utilizado na aula que está na página inicial do blog.
Condições: Para entregar o desafio obedecer aos seguintes critérios:
a) Folha pautada, sem rebarba
b) obedecer aos elementos da carta postal, tais como, saudação, desenvolvimento etc.
c) Escrita a mão
d) Individual
e) No verso da carta colocar o cabeçalho com nome, RA, série e data.
Data máxima de entrega: 24/10
Bom Trabalho!!!
Imanuel Kant
Objetivo: Elaborar uma carta para as pessoas que vivem na "Vila" sobre os erros políticos que elas cometeram quando começaram a vila.
Material: O aluno deverá assistir ao filme "A Vila";
Título original: (The Village)
Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: M. Night Shyamalan
Atores: Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt.
Duração: 120 min
Gênero: Suspense
Também devem consultar o material sobre Kant postado no menu publicações, terceiro ano (Ética e moral - Imanuel Kant). Assim como os slides postados com o material utilizado na aula que está na página inicial do blog.
Condições: Para entregar o desafio obedecer aos seguintes critérios:
a) Folha pautada, sem rebarba
b) obedecer aos elementos da carta postal, tais como, saudação, desenvolvimento etc.
c) Escrita a mão
d) Individual
e) No verso da carta colocar o cabeçalho com nome, RA, série e data.
Data máxima de entrega: 24/10
Bom Trabalho!!!
Polítca para poucos (base: Aristóteles)
A necessidade da Política.
A coisa mais difícil de convencer aos alunos e as pessoas em geral é que todos nós temos uma imensa necessidade polítca. Esta constatação se dá quando observamos que a maioria das pessoas, em especial as mais jovens, acreditam que política é simplesmente o trabalho dos "políticos". É preciso deixar claro que fazer política é o menor dos trabalhos dos políticos. Na verdade eles tem uma representação muito mais adminstrativa da população, visto que, quando estão discutindo nas câmaras e assembléias da vida estão simplismente exercendo a retórica para tentar aprovar ou não projetos de leis. Mas quando tentam observar as necessidades das pessoas e assim tentar compreender a posição de uma maioria e considerá-las como certa, exercem assim poder sobre a opinião dos outros, isso sim é política.
Para entender melhor estes questionamentos temos que voltar ao pensamento político de Aristóteles para compará-los aos de hoje. A política de Aristóteles é uma extensão das suas ideias sobre ética. Sendo que, a ética seria o agir do indivíduo e a política o agir de uma cidado (polis= daí o termo política)inteira. A celebre frase do livro Polítca diz tudo: "O Homem é um animal naturalmente político". O que isso significa? Basta analisar os termos para entender. Sendo que, primeiro temos a figura do homem que aqui trataremos e entenderemos como Ser Humano, visto que as mulheres hodiernamente também tem direitos políticos, coisa que na Grécia antiga não existia, portanto o ser capaz de viver em conjunto é o ser humano os demais animais podem até viver em sociedade, mas não fazem política. Alguns poderão questionar, como isso poderia estar certo. Bem, imagine formigas discutindo umas com as outras sobre o orçamento 2011 do formigueiro, ou melhor, imagine a rainha abelha em congresso com as demais colméias para discutir as questão do "mel nuclear". Quem vive por instintos não vai um dia questionar o modo de vida e assim, sem questionamentos não vai haver política, ou alguém ainda acredita que uma formiguinha discute as ordens da "rainha formiga". Com estas palavras já adiantamos a explicação do segundo termo da frase aristotélca, ou seja, animais, somente o ser humano é político ou é o único animal capaz disso. Agora o termo naturalmente é o mais interessante de se observar na frase de Aristóteles, isto pois, dita uma ideia imutável sobre o ser humano, bem comum da filosifa destes filósofos antigos. O conceito de naturalmente se destina a deter a essência do ser humano a alguma coisa, no caso a política. Gosto de salientar na explicação que é fácil de entender isso, veja bem, se é natural ao ser humano, portanto é de sua essência e torna-se condição de sua exisência. Explico, imagine um outro termo mais fácil, exemplo: bolo de chocolate, achar sua essência é tranquilo visto que se ressalta no próprio termo, a saber é chocolate. Por quê disso? Veja, se retiarmos o conceito de chocolate do termo bolo de chocolate, o objeto perde o seu sentido. Sendo assim, esta é sua essência. Com isso, o ser humano, para o filósofo de Estagira, sem a política o ser humano deixa de existir. Assim sendo, não é somente os políticos quem devem praticar o assunto, mas sim todos aqueles que são considerados seres humanos.
Portanto, quando uma pessoa ao seu lado dizer que não gosta de política ou pior não está ligada ao assunto estará completamente errada.
Na próxima estapa vou colocar o aporte sobre política e poder na visão de Bobbio, o filósofo italiano.
Abraços
M.M.
A coisa mais difícil de convencer aos alunos e as pessoas em geral é que todos nós temos uma imensa necessidade polítca. Esta constatação se dá quando observamos que a maioria das pessoas, em especial as mais jovens, acreditam que política é simplesmente o trabalho dos "políticos". É preciso deixar claro que fazer política é o menor dos trabalhos dos políticos. Na verdade eles tem uma representação muito mais adminstrativa da população, visto que, quando estão discutindo nas câmaras e assembléias da vida estão simplismente exercendo a retórica para tentar aprovar ou não projetos de leis. Mas quando tentam observar as necessidades das pessoas e assim tentar compreender a posição de uma maioria e considerá-las como certa, exercem assim poder sobre a opinião dos outros, isso sim é política.
Para entender melhor estes questionamentos temos que voltar ao pensamento político de Aristóteles para compará-los aos de hoje. A política de Aristóteles é uma extensão das suas ideias sobre ética. Sendo que, a ética seria o agir do indivíduo e a política o agir de uma cidado (polis= daí o termo política)inteira. A celebre frase do livro Polítca diz tudo: "O Homem é um animal naturalmente político". O que isso significa? Basta analisar os termos para entender. Sendo que, primeiro temos a figura do homem que aqui trataremos e entenderemos como Ser Humano, visto que as mulheres hodiernamente também tem direitos políticos, coisa que na Grécia antiga não existia, portanto o ser capaz de viver em conjunto é o ser humano os demais animais podem até viver em sociedade, mas não fazem política. Alguns poderão questionar, como isso poderia estar certo. Bem, imagine formigas discutindo umas com as outras sobre o orçamento 2011 do formigueiro, ou melhor, imagine a rainha abelha em congresso com as demais colméias para discutir as questão do "mel nuclear". Quem vive por instintos não vai um dia questionar o modo de vida e assim, sem questionamentos não vai haver política, ou alguém ainda acredita que uma formiguinha discute as ordens da "rainha formiga". Com estas palavras já adiantamos a explicação do segundo termo da frase aristotélca, ou seja, animais, somente o ser humano é político ou é o único animal capaz disso. Agora o termo naturalmente é o mais interessante de se observar na frase de Aristóteles, isto pois, dita uma ideia imutável sobre o ser humano, bem comum da filosifa destes filósofos antigos. O conceito de naturalmente se destina a deter a essência do ser humano a alguma coisa, no caso a política. Gosto de salientar na explicação que é fácil de entender isso, veja bem, se é natural ao ser humano, portanto é de sua essência e torna-se condição de sua exisência. Explico, imagine um outro termo mais fácil, exemplo: bolo de chocolate, achar sua essência é tranquilo visto que se ressalta no próprio termo, a saber é chocolate. Por quê disso? Veja, se retiarmos o conceito de chocolate do termo bolo de chocolate, o objeto perde o seu sentido. Sendo assim, esta é sua essência. Com isso, o ser humano, para o filósofo de Estagira, sem a política o ser humano deixa de existir. Assim sendo, não é somente os políticos quem devem praticar o assunto, mas sim todos aqueles que são considerados seres humanos.
Portanto, quando uma pessoa ao seu lado dizer que não gosta de política ou pior não está ligada ao assunto estará completamente errada.
Na próxima estapa vou colocar o aporte sobre política e poder na visão de Bobbio, o filósofo italiano.
Abraços
M.M.
A Linguagem
A Linguagem
Na abertura de sua obra Política, Aristóteles afirma que somente o homem é um “animal político”, isto é, social e cívico, porque somente ele é dotado de linguagem. Os outros animais possuem voz (phone) e com ela exprimem dor e prazer, mas o homem possui a palavra (logos) e, com ela, exprime o bom e o mau, o justo e o injusto. Exprimir e possuir em comum esses valores é o que torna possível a vida social e política e, dela, somente os homens são capazes. Na mesma linha é o raciocínio de Rousseau no primeiro capítulo do Ensino sobre a origem das línguas: “A palavra distingue os homens e os animais; a linguagem distingue as nações entre si. Não se sabe de onde é um homem antes que ele tenha falado”. O lingüista Hjelmslev afirma que “a linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”, sendo “o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda da sociedade humana”. (Hjelmslev) Rousseau considera que a linguagem nasce de uma profunda busca de comunicação: “Desde que um homem foi reconhecido por outro como um ser sensível, pensante e semelhante a si próprio, o desejo e a necessidade de comunicar-lhe seus sentimentos e pensamentos fizeram-no buscar meios para isto”. Gestos e vozes, na busca da expressão e da comunicação, fizeram surgir a linguagem: Hjelmslev afirma que a linguagem é “o recurso último e indispensável do homem, seu refúgio nas horas solitárias em que o espírito luta contra a existência, e quando o conflito se resolve no monólogo do poeta e na meditação do pensador”. A linguagem, diz ele, está sempre à nossa volta, sempre pronta a envolver nossos pensamentos e sentimentos, acompanhando-nos em toda a nossa vida. Ela não é um simples acompanhamento do pensamento, “mas sim um fio profundamente tecido na trama do pensamento” é “o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de geração a geração”. A linguagem é, assim, a forma propriamente humana da comunicação, da relação com o mundo e com os outros, da vida social e política, do pensamento e das artes. No diálogo Fedro, Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético. Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas. Enfim, pode ser cosmético, maquiagem, ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras. A linguagem pode se conhecimento-comunicação, mas também pode ser encantamento-sedução. Essa idéia da linguagem aparece na Bíblia judaico-cristã, no mito da Torre de Babel, quando Deus lançou a confusão entre os homens, fazendo com que cada um passasse a falar línguas diferentes, que impediam uma obra em comum, abrindo a porta pata todos os desentendimentos e guerras. A pluralidade de línguas é explicada na Sagrada Escritura, como punição porque os homens ousaram imaginar que poderiam construir uma torre que alcançasse o céu, ousaram imaginar que teriam um poder e um lugar semelhantes aos da divindade
Fonte:http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/2021572-import%C3%A2ncia-da-linguagem/#ixzz1UqWK8ZZf
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